sexta-feira, 6 novembro , 2026

Pós-eleição: os rumos da direita e os desafios em SC

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Tempo de leitura 9 minutos

A eleição passou, o Brasil continua

cenário político pós-eleição
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Passada a agitação das urnas, dos debates, das disputas e das paixões políticas, chega o momento de virar a página e retomar a vida cotidiana.

A eleição termina, mas o Brasil continua.

As contas precisam ser pagas, o trabalho precisa seguir e os compromissos permanecem. Enquanto isso, os problemas da população não podem esperar pelas próximas disputas eleitorais.

O país é um só

É hora de deixar as divergências para trás, respeitar as escolhas de cada cidadão e compreender que adversários políticos não precisam ser inimigos pessoais.

A democracia se fortalece quando sabemos disputar ideias, aceitar resultados e conviver com as diferenças. Afinal, independentemente das preferências políticas, o país é um só!

Hora de fiscalizar

Agora, os eleitos têm a responsabilidade de transformar promessas em ações concretas. E nós, cidadãos, temos o dever de acompanhar, cobrar e fiscalizar.

O voto encerra uma etapa. A fiscalização começa outra, igualmente importante para o funcionamento da democracia.

Vida que segue

Podemos ter votado em lados diferentes, defendido candidatos distintos e participado de grandes discussões. Mas, passada a eleição, continuamos sendo brasileiros, vizinhos e cidadãos que compartilham o mesmo país.

A política não pode ser maior do que a amizade, a família e o respeito.

Que cada um retome sua rotina, sem abrir mão do direito e do dever de cobrar resultados daqueles que receberam a confiança das urnas.

A novela da carta

A ausência de um apoio unificado da direita à carta de Flávio Bolsonaro pode ser interpretada como um sinal de que o campo conservador não está, necessariamente, falando com uma só voz.

Politicamente, essa situação levanta uma questão importante: Flávio Bolsonaro consegue representar o conjunto da direita ou sua carta expressa apenas a posição de um grupo ligado ao bolsonarismo?

cenário político pós-eleição
FOTO Agência Senado Divulgação Notisul

Carta sem força

A carta de Flávio Bolsonaro acabou revelando algo que talvez seja mais importante do que o próprio documento: a direita brasileira não parece disposta, pelo menos neste momento, a assinar um cheque em branco para a família Bolsonaro.

O episódio sugere que o apoio ao bolsonarismo não significa, necessariamente, concordância automática com todas as posições de suas principais lideranças.

O silêncio é perigoso

O silêncio e as manifestações de distanciamento de importantes lideranças indicam que existe uma disputa pelo comando e pelo futuro desse campo político.

A direita está começando a se afastar do bolsonarismo ou apenas tenta sobreviver politicamente sem assumir os custos de suas posições mais radicais?

Essa é uma pergunta que poderá ganhar força nos próximos anos.

O comando fictício

Antes de alguém se declarar líder de toda a direita brasileira, é importante distinguir três movimentos políticos.

A direita tradicional possui posições próprias, interesses específicos e lideranças que nem sempre acompanham o bolsonarismo.

O bolsonarismo, por sua vez, mantém uma identidade política particular, construída em torno da figura de Jair Bolsonaro e de seus aliados mais próximos.

Há, ainda, os setores de centro-direita, que nem sempre seguem as decisões da família Bolsonaro e procuram preservar seus próprios espaços políticos.

São grupos que podem caminhar juntos em determinadas circunstâncias, mas não formam, necessariamente, um bloco homogêneo.

O que chama a atenção

O que mais chama a atenção nesse episódio?

As manifestações atribuídas a importantes lideranças indicam que a carta não teria recebido respaldo institucional amplo.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, teria manifestado descontentamento com o documento, afirmando que não gostou de seu conteúdo e que a carta não havia sido previamente aprovada.

O senador Rogério Marinho (PL), apontado como coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, teria reconhecido a ausência de provas para sustentar acusações de fraude eleitoral.

Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, defendeu o respeito ao resultado das eleições.

Jorginho Mello (PL), governador de Santa Catarina, também se posicionou pela pacificação política e pelo respeito à decisão das urnas.

Se confirmadas essas manifestações no contexto da carta, o episódio revela diferenças importantes entre lideranças que, até recentemente, pareciam caminhar na mesma direção.

Uma análise final

A reorganização da direita brasileira gera expectativas, disputas e divergências internas.

O episódio da carta expõe uma possível divisão nesse campo político: de um lado, uma ala que mantém fidelidade ao discurso de confronto do bolsonarismo; de outro, lideranças interessadas em preservar espaços políticos e institucionais.

O desafio será encontrar um caminho comum sem ignorar as diferenças que já começam a aparecer publicamente.

A era de Getúlio e Brizola

A história política brasileira já conheceu períodos marcados pela força de grandes lideranças. Durante décadas, falou-se em getulismo, brizolismo e outros movimentos identificados com personagens que deixaram marcas profundas na vida nacional.

Agora, vivemos o tempo do bolsonarismo e do lulismo.

Esses movimentos não são partidos políticos. São correntes organizadas em torno de lideranças com forte capacidade de mobilização, influência eleitoral e identificação popular.

Embora associados a campos ideológicos distintos, ambos ultrapassam as estruturas partidárias tradicionais.

Mas a história também ensina que os ciclos políticos se encerram. Outras lideranças surgirão, novos grupos ganharão espaço e diferentes projetos disputarão a preferência dos brasileiros.

Novos líderes, com urgência

A cada período da história surgem lideranças fortes. Entretanto, esse processo exige tempo, organização, capacidade de articulação e reconhecimento popular.

Hoje, há sinais de que tanto o bolsonarismo quanto o lulismo poderão enfrentar uma transição de liderança nos próximos anos.

Lula (PT) terá mais quatro anos de mandato pela frente. Jair Bolsonaro (PL), por sua vez, enfrenta circunstâncias políticas e jurídicas que limitam sua atuação direta no cenário eleitoral.

Isso não significa que suas influências desaparecerão imediatamente.

A direita e a esquerda continuam sendo campos legítimos da política brasileira. Ambas enfrentam divisões internas, disputas de poder e divergências sobre os caminhos a seguir.

E continuarão presentes no cenário nacional. Queiram ou não!

Mais um tempo

Construir uma liderança política não acontece da noite para o dia. É um processo que exige organização, persistência e capacidade de reunir pessoas em torno de ideias e projetos.

Nos próximos quatro anos, é provável que Lula e Bolsonaro continuem exercendo forte influência sobre seus respectivos campos políticos, orientando decisões e interferindo nas disputas partidárias.

Depois disso, a sucessão dessas lideranças poderá abrir espaço para novos protagonistas.

A pergunta é simples: quem estará preparado para ocupar esses espaços?

PSD sem rumo

Lula quer o PSD na base do novo governo. Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda, apresenta uma condição para essa aproximação: compromisso com o equilíbrio fiscal.

Acredite! Tudo pelo Brasil, claro.

Em entrevista ao jornal O Globo, publicada no dia 31 de outubro, Kassab afirmou ter recebido convite para integrar a base governista e não descartou a possibilidade de assumir um ministério.

A condição seria a formação de uma equipe econômica capaz de transmitir tranquilidade à nação.

O discurso é conhecido. O PSD continua sendo o PSD, sempre atento às oportunidades e aos espaços de poder.

A fala do PSD de Santa Catarina

Depois da fragorosa derrota na disputa pelo governo estadual, o PSD catarinense parece estar sem bússola.

A direção nacional sinaliza uma possibilidade de aproximação com o governo Lula, enquanto lideranças estaduais precisam avaliar os reflexos dessa decisão em suas próprias bases eleitorais.

A cúpula fala uma coisa. Nos estados, os dirigentes tentam compreender qual caminho seguir.

Imagine, então, nos municípios, onde as disputas políticas acontecem de maneira ainda mais próxima da população.

Júlio, o grande

cenário político pós-eleição
FOTO Agência Alesc Notisul

Júlio Garcia, deputado federal eleito e único representante do PSD catarinense a conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados, tem agora a missão de recuperar a autoestima do partido no estado.

Com uma votação expressiva e uma trajetória consolidada na política de Santa Catarina, ele ganha ainda mais força dentro da legenda.

Júlio já era uma das principais lideranças do PSD. Agora, eleito deputado federal, poderá ampliar sua influência e assumir papel decisivo na reorganização partidária.

O partido precisa de alguém capaz de reunir suas lideranças, reconstruir alianças e oferecer um novo rumo depois dos resultados eleitorais.

É o que o PSD necessita neste momento: experiência, sabedoria e lealdade.

Progressistas no mesmo caminho

O Progressistas parece seguir um caminho semelhante ao do PSD, embora exista uma diferença importante na condução nacional da legenda.

O presidente do partido, Ciro Nogueira, enfrenta questionamentos políticos e precisa administrar interesses que ultrapassam as disputas regionais.

Nesse cenário, uma eventual aproximação com o governo Lula abre espaço para novas negociações, mas também provoca resistência entre lideranças que fizeram campanha em campo oposto.

O problema está na distância entre as decisões nacionais e as posições defendidas pelas bases partidárias.

O Centrão, mais uma vez, parece recorrer à conhecida máxima: é dando que se recebe.

A voz firme do deputado Pepê

A posição contrária do deputado Pepê Collaço à entrada do Progressistas na base do quarto governo Lula encontra eco entre lideranças do partido em diferentes estados brasileiros.

Em Santa Catarina, a manifestação ganhou destaque.

Uma das principais lideranças progressistas no estado, Pepê divulgou um vídeo no qual rejeita a aproximação com o governo federal e defende a manutenção da posição política adotada durante a campanha.

A mensagem foi clara: em Santa Catarina, não!

Parece que o apoio do governador Jorginho Mello, do PL, à reeleição do deputado progressista produziu efeitos que vão além da disputa eleitoral.

As alianças construídas durante a campanha começam a influenciar os posicionamentos do período pós-eleitoral.

Isso é fato! — 1

Como um campo político consegue eleger um grande número de deputados e senadores, mas não transforma essa força eleitoral em vitórias nas disputas pelo comando da Câmara e do Senado?

Essa é uma questão que precisa ser explicada ao povo brasileiro.

A eleição de parlamentares é uma disputa. A escolha dos presidentes das duas Casas é outra, marcada por articulações, alianças e negociações internas.

Ter uma bancada numerosa não significa, automaticamente, controlar o Congresso Nacional.

Isso é fato! — 2

Nas eleições de 2022, o bolsonarismo conseguiu eleger uma bancada expressiva, especialmente pelo PL. Mesmo assim, não conquistou o comando de nem uma das duas Casas do Congresso.

As negociações partidárias acabaram produzindo composições que nem sempre acompanharam as divisões observadas na disputa presidencial.

Agora, com uma representação parlamentar ampliada, o PL poderá exercer influência ainda maior nas negociações pela presidência da Câmara e do Senado.

Mas quantidade de cadeiras não é garantia de vitória.

O partido tem uma oportunidade importante nas mãos. Se não conseguir transformá-la em resultado político, precisará explicar suas escolhas.

Alcolumbre afirma já contar com os votos necessários. Estará blefando?

Na Câmara, a eleição de Hugo Motta (Republicanos) parece uma possibilidade mais concreta, dependendo das articulações entre as bancadas.

Ulisses Gabriel com a Amurel

cenário político pós-eleição
FOTO Alesc Divulgação Notisul

Em entrevista concedida no sábado, 31 de outubro, à Rádio Tuba, o deputado federal eleito Ulisses Gabriel (PL) participou de um programa da emissora e garantiu apoio a Tubarão e aos municípios da Associação de Municípios da Região de Laguna (Amurel).

Na região, o parlamentar recebeu mais de 14 mil votos, resultado que fortalece seu compromisso político com os eleitores locais.

Segundo Ulisses, a distribuição de recursos deverá considerar, entre outros fatores, a representatividade eleitoral de cada região. Nesse cenário, a matemática também terá seu peso.

Prestigiaram a participação do deputado o prefeito de Tubarão, Estêner Soratto da Silva (PL); o prefeito de Pescaria Brava, Henrique Castro (PP); o vice-prefeito de Armazém, conhecido como Penacho (PL); e a vereadora por Tubarão Ana Paula (PL), além de outros apoiadores.

A expectativa agora é que o compromisso assumido se transforme em ações concretas para Tubarão e toda a Amurel.

9ª edição do Tubarão Innovation Summit 2026

innovation Tubarão
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Mesmo com a chuva, a tarde de quarta-feira (4) foi marcada por grande movimentação e participação do público no Tubarão Innovation Summit 2026.

A nona edição do evento mostrou a força de uma iniciativa construída ao longo dos anos, com muito trabalho, planejamento e envolvimento de diferentes instituições.

Organizar um encontro dessa dimensão exige dedicação. Mas, quando o público comparece e os parceiros reconhecem a importância da proposta, o esforço ganha sentido.

O resultado foi mais uma edição de destaque para o ambiente de inovação de Tubarão.

Secretário Samuel e equipe

Innovation Summit
FOTO Divulgação Notisul

Para o secretário municipal responsável pela área de Indústria de Tubarão, Samuel Silva (E), o evento representa um momento especial de integração entre o poder público, as empresas e as instituições ligadas à inovação.

A cada edição, a credibilidade do encontro se fortalece, atraindo parceiros que acreditam no potencial de desenvolvimento econômico e tecnológico do município.

Entre eles estão a Associação Empresarial de Tubarão (Acit), o Sigma Park e o Sebrae, além de outras instituições que contribuem para a realização do evento.

A nona edição do Tubarão Innovation Summit já faz parte da história.

Agora é hora de avaliar os resultados, reconhecer o trabalho das equipes e começar a pensar em 2027.

Santa Catarina com mais inovação

Innovation Summit Tubarão 2026
FOTO Divulgação Notisul

O ecossistema de inovação de Santa Catarina também marcou presença no evento, com um estande que recebeu grande movimentação de visitantes.

A equipe de agentes de inovação participou das atividades, apresentou iniciativas e contribuiu para aproximar projetos, instituições e empreendedores.

Essa integração é fundamental para fortalecer o ambiente de inovação e ampliar as oportunidades de desenvolvimento regional.

Que venham mais eventos como este!

Destaque da coluna

Tubarão conquista título catarinense no tiro esportivo

Clube José Siebert é destaque no Tiro estadual
Arte Divulgação Notisul

Tubarão tem motivos para comemorar mais uma importante conquista no esporte.

O município conquistou o título de campeão catarinense de 2026 na modalidade Trap Double e garantiu também o vice-campeonato estadual na modalidade Single.

O resultado é motivo de orgulho para os atletas, dirigentes e integrantes do Clube de Tiro José Siebert, que mantiveram o compromisso com os treinamentos e as competições ao longo de toda a temporada.

A última etapa do campeonato foi realizada nos dias 28, 29 e 30 de outubro, em Chapecó, reunindo centenas de atletas de diferentes regiões de Santa Catarina.

A todos os competidores que representaram Tubarão com dedicação, disciplina e espírito esportivo, ficam os parabéns!

Mais uma conquista que merece o reconhecimento da comunidade.

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